O fim do horizonte
Quando chove na praia as crianças aborrecem-se em casas arrendadas à quinzena. Passeamos em estradas que cruzam serras áridas, terras de onde as gentes e as casas desertaram. As crianças lêem as placas sem acreditar: Falacho, Odelouca, Aldefara. Repetir nomes destes entristece-as e eu vou com elas. Alguém devia contar, nesta curva, a história do cativeiro das princesas mouras.
Ao fim do dia o céu e o mar têm exactamente o mesmo tom cinzento que apagou o horizonte.
Num lugar assim, sem contornos físicos, imponderável, em qualquer momento posso desaparecer.
Ao fim do dia o céu e o mar têm exactamente o mesmo tom cinzento que apagou o horizonte.
Num lugar assim, sem contornos físicos, imponderável, em qualquer momento posso desaparecer.

3 Comments:
Veste cores garridas.
Pra não desapareceres na cinza dos dias.
E fica bem ;)
Quando chove, passeamos. As casas desertaram. As crianças lêem "Odelouca" e eu vou com elas. Alguém devia contar a história que apagou o horizonte num lugar assim. Nesta curva, sem contornos físicos, ao fim do dia, posso desaparecer do cativeiro das princesas mouras.
Conta-lhes.
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