Wednesday, August 17, 2005

Da pele

O que me morre faz-se pele. Como tu agora pele. Mas tão inútil à respiração.

4 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Gostei. A pele, o mais descartável dos tecidos. Está quase morta, à superfície. Quando a abrasamos dizemos: fiquei em carne viva. Assim tudo o que nos morre fique pele e descame como um molde reconhecível e inútil.

Troyat

11:13 AM  
Blogger JPN said...

gostei tanto do post como do comentário. especialmente desta ideia "Quando a abrasamos dizemos: fiquei em carne viva."

5:30 PM  
Blogger Branca said...

O que nos morre vai assim deixar-nos em carne viva. Gosto da ideia.
Mas não acho que seja inútil à respiração num sentido lato. Se esquecermos a aeróbica portanto. A da água; do Regresso.

7:37 PM  
Blogger Raquel V. said...

Em suma... faz-se... mas não nos serve... Podia fazer fígado e precisarmos de um rim...

10:13 PM  

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